Desempenho positivo é atribuído à expansão da área plantada no estado, que alcançou a marca de 4,1 mi de hectares
A Bahia consolidou sua posição como um dos principais motores do agronegócio brasileiro ao projetar uma colheita de 14,5 milhões de toneladas de grãos para o ciclo 2025/2026. De acordo com o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado neste mês de janeiro de 2026, esse volume representa um crescimento de 3,7% em comparação à safra anterior.
O desempenho positivo é atribuído, principalmente, à expansão da área plantada no estado, que alcançou a marca de 4,1 milhões de hectares, um avanço de 4,1% motivado pelas chuvas favoráveis no Oeste baiano no início do ciclo.
Soja lidera expansão
A soja continua sendo a principal protagonista do campo baiano, com uma área de cultivo que cresceu 201 mil hectares nesta temporada. No entanto, o cenário exige atenção dos produtores: enquanto a área plantada subiu 9,4%, a produtividade média sofreu um recuo de 0,3%, fixando-se em 3,54 toneladas por hectare.
Segundo técnicos da Conab, essa leve queda no rendimento é reflexo direto da preocupação com o aumento dos custos de produção e a maior incidência de pragas em algumas regiões, o que tem levado a um manejo mais cauteloso por parte dos agricultores.
Algodão e milho
O comportamento das outras culturas fundamentais para a economia baiana apresenta contrastes interessantes:
– Algodão: a produção está estimada em 1,91 milhão de toneladas (em caroço), o que indica uma retração de 4,5% em relação ao ciclo passado. A Conab aponta que essa redução ocorre exclusivamente no cultivo de sequeiro (que depende apenas da chuva), enquanto as áreas que utilizam sistemas de irrigação tecnológica continuam em expansão e apresentam boas perspectivas de colheita.
– Milho: mesmo com uma redução de 7,2% na área plantada — motivada pela baixa rentabilidade do cereal no mercado internacional —, a produção total de milho na Bahia deve crescer 1,3%, atingindo 2,84 milhões de toneladas. O fator determinante para esse ganho foi a alta luminosidade e a eficiência técnica nas áreas irrigadas do Oeste, que compensaram a menor extensão de terra dedicada ao grão.

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