Conheça Valmar Freire! Atleta Simõesfilhense com Síndrome de Down faixa preta no judô

Conheça Valmar Freire! Atleta Simõesfilhense com Síndrome de Down faixa preta no judô

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Esportista desde a juventude, Valmar é um grande exemplo de superação para a família e toda a sociedade

Conheça Valmar Freire! Atleta com Síndrome de Down faixa preta no judô Esportista desde a juventude, Valmar é um grande exemplo de superação para a família e toda a sociedade Nascido e criado em Simões Filho, Valmar Freire Gomes é o primeiro atleta com Síndrome de Down da cidade a se consagrar faixa preta no judô. Junto com sua mãe, dona Maria das Graças, vem superando barreiras, inspirando pessoas e escrevendo uma história cheia de faixas e medalhas. Aos 39 anos, Valmar é um grande exemplo de superação para a família e toda a sociedade.

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Valmar foi diagnosticado com a Síndrome de Down ao nascer e logo foi encaminhado para o tratamento. Quem conhece sua trajetória, conhece também o esforço incansável e total dedicação de sua mãe que, infelizmente, ficou viúva quando ele ainda era criança. “Foi uma barra cuidar dele sozinha, mas quando se é jovem tudo se torna desafiador. Então, eu não pedi ajuda para a família pois sabia que era uma responsabilidade minha”, afirma dona Graça.

De lá para cá, foram muitas batalhas para que seu filho fosse inserido de forma integral na sociedade. Na primeira escola em que Valmar estudou, por exemplo, a diretora Altina Alves foi uma grande parceira da inclusão. “A Escola Criando e Recriando o aceitou sem problemas. A rejeição veio de alguns pais preconceituosos que chegaram até a retirar os filhos da escola”, lembra.

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Já no esporte, Valmar passou primeiro pela natação e atletismo. Chegou a competir nas Olimpíadas Especiais em São Paulo, trazendo medalhas de ouro e bronze para casa. Só depois se encantou pelo judô. Dona Graça lembra com exatidão: “Foi no dia 9 de maio de 2009”. Ela conta ainda que enfrentou dificuldades nesse início para vencer o preconceito por parte dos colegas que não queriam treinar com Valmar.

Em uma das aulas iniciais, ela conversou com os alunos e responsáveis, pedindo que não o discriminassem e lembrando que qualquer pessoa estava sujeita a ter um filho com Síndrome de Down. O Sensei Domingos (ou Dom, como é conhecido), professor da Escola de Judô Dombushi, em Simões Filho, é um grande aliado na luta pela inclusão. Para ele, ensinar Valmar é uma grande bênção. “No início foi bem difícil, pois ele foi o meu primeiro aluno com essa necessidade e eu não tinha experiência, então tive que estudar mais sobre o assunto e me capacitar. O acompanhamento e suporte de dona Maria das Graças também foi muito importante para a evolução de Valmar. Hoje, ele é o único faixa preta de Simões Filho e o segundo da Bahia. Nosso orgulho!”, celebra o professor.

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Dona Maria das Graças diz que sempre arcou com todos os gastos do atleta, sem pedir ou receber nenhum apoio financeiro, mas não se arrepende. “É uma sensação de vitória ter um filho faixa preta em judô. Todo esse esforço valeu a pena. Me sinto recompensada e muito feliz! Valmar fez eu me tornar uma supermãe! Grande como um bambu e forte como uma rocha!”, exclama.

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Valmar treina duas vezes por semana e é acompanhado por profissionais qualificados a fim de continuar evoluindo no esporte, participando de competições, acumulando medalhas e inspirando mais pessoas com a sua história de vida. Por fim, Dona Graça deixa uma mensagem para as mães, pais e responsáveis que têm filhos com Síndrome de Down: “Aceitem, amem, acreditem e invistam neles porque eles são capazes e nos surpreendem a cada dia!Milagres acontecem quando a gente participa!”

No dia 21 de março, comemora-se o Dia Mundial da Síndrome de Down que, ao contrário do que muitos pensam, não é uma doença e, sim, uma condição genética. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, só no Brasil, são mais de 300 mil pessoas.

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Hoje, muitas delas conseguem ter uma vida normal e são integradas à sociedade, estudando, trabalhando, namorando, sendo atletas como Valmar ou até atores de cinema, como Ariel Goldenberg. Para que histórias como essa sejam mais frequentes, é preciso dizer NÃO ao preconceito e a desinformação! Apoie essa causa!

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